quarta-feira, novembro 28, 2007

As coisas que criamos são maiores do que nós

Até parece uma das questões da prova de RH (sempre existem essas provas) que fiz dias atrás, perguntando se o que mais me interessava era o mundo conhecer à mim, ou conhecer as coisas que eu fiz. A minha resposta foi a segunda, óbvio.

Hoje, durante o trabalho, eu estava justamente mexendo no Merlin, trabalhando a questão dos renderizadores e binders. Entre um teste e outro, o colega do meu lado perguntou: tu tá fazendo testes com o Merlin?

Eu disse, sim. Estou implementando e modificando algumas coisas no framework. Ele recidiu: E já tem uma versão estável?

Eu repliquei: tão logo eu consiga acabá-lo :) Ele hesitou um pouco e veio à tona: você ajuda a desenvolver nesse projeto?

Eu olhei pra ele com uma cara daquelas e disse: sim, na verdade eu o criei.

É, as coisas são maiores do que nós
Eu nem conheço o cara direito, e ele tampouco ele deve saber o meu nome; mas o Merlin ele já conhecia. Disse que havia lido a respeito e olhado os demos do projeto. Comentou que achara muito legal e que era diferente de tudo que tinha visto em relação a geradores de telas. Realmente, acreditei nele.

Então, falei bastante do projeto e vendi meu peixe. Coisas como "várias telas para um mesmo POJO" ele nem sabia que existia (pelo menos, ele nunca tivera feito um sistema que precisasse disso). E outros tantos enroscos acabamos conversando. Acho que, tão logo um release esteja pronto, terei ganho um usuário para o framework :)

Conclusões
Bem, se penso que as coisas que crio podem vir a ser maiores do que eu, o Merlin é um exemplo.

Fico extremamente contente de saber que as noites em claro, o sono matutino, os posts, as palestras, os (extenuantes) vídeos-demo, os artigos, as primeiras versões em VB e Delphi e a (longa) dissertação começam a dar seus frutos.

Espero, sinceramente, que um release estável chegue o quanto antes e que, enfim, as telas de cadastro não sejam mais dores de cabeças para nós programadores.

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